Mulheres na liderança: 6 personagens para inspirar você

Mulheres na liderança: 6 personagens para inspirar você

Quando se fala em cinema, é comum pensarmos nele como uma fonte de entretenimento e, até mesmo, escape da realidade, não é? Porém, não é de hoje que os grandes estúdios e importantes diretores têm entendido que a sétima arte pode transcender a simples função de distrair e divertir e ir além: contar histórias poderosas, emocionantes e, por vezes, reais de mulheres na liderança que inspiram e, acima de tudo, mostram que a igualdade de direitos é imprescindível e urgente no nosso mundo.

Pensando nisso, listamos algumas personagens que marcaram grandes produções que abordam essa questão para você assistir no fim de semana ou no seu horário livre e se encantar com a força, a garra e a determinação delas. Confira!

1. Emmeline Pankhurst

A primeira da nossa lista de filmes sobre mulheres na liderança é Emmeline Pankhurst, do longa “As Sufragistas”, que é baseado no movimento de mesmo nome ocorrido no Reino Unido em 1897 e contou com essa importante ativista como uma das principais líderes no desenrolar das manifestações e enfrentamentos com a polícia.

Durante o enredo, acompanhamos como ela foi uma voz ativa em uma sociedade massivamente patriarcal que minava os direitos das mulheres e também as reduziam a posses de seus maridos, pais e familiares.

Ela foi um grande ícone da militância feminista que lutava pelo reconhecimento do papel social das mulheres, pelo direito ao voto e a autonomia de poder trabalhar e ter uma vida profissional. Como resultado do esforço e do empenho empregado por Emmeline, as britânicas tiveram a chance de conquistar muitos direitos que outrora eram negados.

2. Mary Jackson

Mary Jackson, por sua vez, é uma das três protagonistas de “Estrelas Além do Tempo”, ao lado de Dorothy Vaughn e Katherine Johnson, uma produção ambientada nos anos 60 que mostra a disputa entre EUA e a extinta União Soviética para enviar seres humanos ao espaço.

Uma história que parece comum para Hollywood, se não fosse por um detalhe: as três personagens são inspiradas em casos reais (todos eles retratados no livro “Hidden Figures”) de mulheres que trabalharam na NASA durante essa década e tiveram que enfrentar inúmeras barreiras para provar a qualificação que tinham.

Isso porque, mesmo tendo formação superior, experiência profissional e um talento inigualável para lidar com números e equações matemáticas, elas eram inferiorizadas quando comparadas aos homens, não eram reconhecidas socialmente e, para completar, ganhavam muito menos que eles.

Como se tudo isso já fosse o bastante, ainda havia a segregação racial que as três enfrentavam por serem negras e precisarem trabalhar, se alimentar e, até mesmo, fazer as necessidades fisiológicas em áreas isoladas das colegas brancas.

3. Margaret Thatcher

Em “A Dama de Ferro”, produção que adapta o início e, em especial, o auge da carreira política da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, vemos como ela se tornou uma figura simbólica e paradoxal para o Reino Unido.

Afinal, durante os mais de dez anos que esteve no poder, ela foi a responsável pela adoção de diversas medidas controversas a fim de proteger e zelar pela nação, principalmente em relação às políticas externa e interna (contra o avanço da inflação e do desemprego).

Por conta disso, precisou abrir mão da vida pessoal inúmeras vezes, lidar com os ânimos exaltados da nação e uma manobra interna dentro do próprio partido conservador do qual fazia parte que a levou a renunciar o cargo.

4. Miranda Priestly

Outra grande personagem que não poderia faltar nesta lista é Miranda Priestly, de “O Diabo Veste Prada”, que é inspirada em Anna Wintour. A britânica, que se tornou a diretora da Vogue — uma das mais importantes publicações do mercado da moda global —, teve uma árdua jornada até alcançar a profissão que desejava desde a infância.

Ela não concluiu o ensino médio, teve diversos trabalhos (desde assistente de redação de jornal até vendedora de loja de roupas) e precisou mudar de país para firmar a carreira que muitos achavam impossível para uma garota do subúrbio londrino.

No longa, acompanhamos Miranda no topo do sucesso e com o seu temperamento forte e sarcástico se interessando pela assistente Andy e começando a treiná-la para seguir os mesmos passos que ela um dia trilhou rumo ao sucesso.

5. Erin Brockovich

Erin Brockovich, por outro lado, é uma importante ativista ambiental dos Estados Unidos que teve sua história de superação retratada no longa “Uma Mulher de Talento”.

Lutando para conseguir um emprego e sustentar os três filhos, o filme acompanha como ela acabou indo trabalhar em um escritório de advocacia onde teve acesso a diversos documentos que a levaram em uma incessante e árdua batalha judicial para provar que uma grande companhia de gás e eletricidade agia de má fé e encobria centenas de casos de poluição ambiental na Califórnia.

Mesmo sem a qualificação necessária ou experiência prévia, Erin foi capaz de conquistar um acordo indenizatório milionário para todas as vítimas da empresa e, motivada pela grande vitória e prestígio social, decidiu voltar aos estudos para se formar e se tornar uma especialista para atuar em casos similares.

6. Elle Woods

Por fim, há a Elle Woods, de “Legalmente Loira”. Embora se trate de uma franquia de comédia típica da Sessão da Tarde, não se deixe enganar: a história dela mostra justamente o descrédito, a baixa valorização profissional e a falta de oportunidades que muitas mulheres enfrentam ao ingressar em áreas dominadas pelos homens.

Além disso, as duas obras abordam questões delicadas, como o manterruping — que são as interrupções constantes (e, por vezes, condescendentes) que alguém do gênero feminino sofre ao tentar expressar uma ideia ou elaborar um argumento — e o assédio sexual no trabalho.

No entanto, mesmo diante de tantas adversidades para se formar em direito e mostrar seu valor, Elle Woods consegue solucionar casos importantes, ainda os vence na corte norte-americana e, enfim, ganha o prestígio e o reconhecimento que merece.

Como você viu, existem várias produções que não só trazem mulheres na liderança em diversos cenários profissionais, mas que também abordam a luta, a determinação e o esforço de muitas delas para conseguirem alcançar direitos básicos e vencer as diversas manifestações do preconceito que estão enraizados na cultura ocidental. Por isso, vale a pena assistir a todos eles!

E se você tiver outras sugestões de filmes que tratam dessa temática, não se acanhe! Aproveite os comentários e compartilhe suas indicações com a gente!

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